Disseram que eu era um nome pra esquecer
Um corpo sujo atrás da porta
Uma história suja no escuro
Mas escondi os mensageiros com medo
Com fé, tremendo, e a noite parou pra ouvir
Um fio vermelho na minha janela
Cor da vergonha, cor da aliança
Achei que ele passaria direto
Mas a misericórdia subiu minhas paredes
Sem templo, sem coroa
Só sangue e pó e uma graça
Que me chamou pelo nome
Que Deus é esse?
Que escreve meu nome na sua linhagem
Que toma o vermelho feito pra a culpa
E o veste de glória e me entrelaça?
Ouvi as muralhas caírem, mas não a minha casa
Ouvi os gritos, mas não o meu fim
O fio escarlate queimava, falava, marcava
Meu nome na promessa dele
Que Deus é esse?
Que escreve meu nome na sua linhagem
Que toma o vermelho feito pra a culpa
E o veste de glória e me entrelaça?
Eu era cativa, mas ele me libertou
Era pó e me chamou: Vida
As mãos que criaram os céus, tocaram minhas ruínas
E o criador me viu e me recriou
Que Deus é esse?
Que chama meu nome na eternidade
Que me faz herdeira da sua casa
Que tomou vermelho e fez pureza
Trocou meu fardo por beleza
E me chamou: Filha
E a graça me levou pra casa