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Auroras

Mosaico Adulto

Auroras

Enquanto o sono não chega eu morro
Rindo das desgraças do dia
A folia dos garis e a maçã disputada a pontapés

Enquanto o sono não chega eu morro
Rindo das promessas do dia
Essa luz que me chama e não vem pra iluminar

As auroras que um dia hão de brilhar
O direito altivo de negar qualquer hóstia e qualquer pão

Eu não quero que ninguém me leve pela mão
Eu prefiro ficar sentado no chão
Retendo as coisas pequenas que você nem viu
Eu não quero que ninguém me leve pela mão
Parece tão fugaz esse meu prazer
Mas já ruíram os muros de toda elevação

Enquanto o sono não chega eu morro
Rindo das promessas do dia
E da insistência em esperar

As auroras que um dia hão de brilhar
O direito altivo de negar qualquer hóstia e qualquer pão

Eu não quero que ninguém me leve pela mão
Eu prefiro ficar sentado no chão
Retendo as coisas pequenas que você nem viu
Eu não quero que ninguém me leve pela mão
Parece tão fugaz esse meu prazer
Mas já ruíram os muros de toda elevação

Já que dos afinais pra cá nada restou
Me desfaço de tudo que decai
Na contramão da fé parece estar aquilo que eu sou

Auroras

Mientras el sueño no llega, muero
Riendo de las desgracias del día
La locura de los barrenderos y la manzana disputada a patadas

Mientras el sueño no llega, muero
Riendo de las promesas del día
Esa luz que me llama y no viene a iluminar

Las auroras que algún día brillarán
El derecho altivo de negar cualquier hostia y cualquier pan

No quiero que nadie me lleve de la mano
Prefiero quedarme sentado en el suelo
Guardando las pequeñas cosas que ni siquiera viste
No quiero que nadie me lleve de la mano
Mi placer parece tan fugaz
Pero ya han caído los muros de toda elevación

Mientras el sueño no llega, muero
Riendo de las promesas del día
Y de la insistencia en esperar

Las auroras que algún día brillarán
El derecho altivo de negar cualquier hostia y cualquier pan

No quiero que nadie me lleve de la mano
Prefiero quedarme sentado en el suelo
Guardando las pequeñas cosas que ni siquiera viste
No quiero que nadie me lleve de la mano
Mi placer parece tan fugaz
Pero ya han caído los muros de toda elevación

Ya que de los finales hacia acá nada quedó
Me deshago de todo lo que decae
En contra de la fe parece estar lo que soy

Escrita por: Amcle Lima / Gabriel Vieira / Sílvio Melatti / Tiago Luis Pereira