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Que Mulher

Mosquito

O bom dela é que ela gosta de cerveja
De boteco e de moela
De jiló, de berinjela
Do império e da portela
O que eu gosto nela é que ela pouco se importa se é asfalto ou se é favela
Se é cravo, se é canela
Se é presunto ou mortadela
Se eu tiver do lado dela, fica bom pros dois

Se a grana é cem, com cem se sai
Se estiver sem, se sai depois
Só tem acém, mas tem feijão e com arroz
Tá tudo bem

Sem perturbação, sem reclamação
Só o lado bom
Que mulher!
Basta um querer, pro coro comer
Quase toda hora ela quer

É bom que ela é totalmente desprovida de frescura de donzela
Se é corredor ou janela
Se a louça é copo ou panela
Me desmantela, se desfila pela casa com vestido de flanela
Tá na hora da novela, eu boto sebo na canela
Quando volto é luz de vela pra jantar a dois

Se ela quer ir, a gente vai
Se ela dormir, apago a luz
Se ela acordar na madrugada e seduzir, eu faço jus

Acende o vulcão
Esquenta o colchão
Aí fica bom
Que mulher!
Basta um querer, pro coro comer, quase toda hora ela quer

Escrita por: Mosquito