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Extraño, Extraño

Motel 11-11

Estranho, Estranho

Nem vem
Que hoje não tem temporal
Desandei
Já sei nem tudo eu posso
Sei do fosso, danço passo

Moro longe
Morro um pouco a cada cais
Me atravesso
Me rendo aos sinais
Puro espanto
Me desespero em paz
Desapego
Quase nada é demais

Lá vem
Como se fosse um animal
Eis alguém
No susto eu sempre aposto
Carne e osso, chão de asfalto

Moro longe
Morro um pouco a cada cais
Me atravesso
Me rendo aos sinais
Quando escuro
Do horizonte eu faço cais
Faço coro
Quase nada é demais

Não sou tão importante assim
Ôôô ôôôô
Me encontro num instante
Ôôô ôôôô

Moro longe
Morro um pouco a cada cais
Me atravesso
Me rendo aos sinais
Quando escuro
Do horizonte eu faço um cais
Faço um coro
Quase nada é demais
Moro longe
Morro um pouco a cada cais
Me atravesso
Me rendo aos sinais
Puro espanto
Me desespero em paz
Desapego
Quase nada é demais

Extraño, Extraño

No te acerques
Que hoy no hay tormenta
Me desvié
Ya sé que no todo puedo
Conozco el abismo, bailo el paso

Vivo lejos
Muero un poco en cada muelle
Me atravieso
Me rindo a las señales
Pura sorpresa
Me desespero en paz
Desapego
Casi nada es demasiado

Ahí viene
Como si fuera un animal
He aquí alguien
En el susto siempre apuesto
Carne y hueso, suelo de asfalto

Vivo lejos
Muero un poco en cada muelle
Me atravieso
Me rindo a las señales
Cuando oscurece
Del horizonte hago muelle
Hago coro
Casi nada es demasiado

No soy tan importante así
Ôôô ôôôô
Me encuentro en un instante
Ôôô ôôôô

Vivo lejos
Muero un poco en cada muelle
Me atravieso
Me rindo a las señales
Cuando oscurece
Del horizonte hago un muelle
Hago un coro
Casi nada es demasiado
Vivo lejos
Muero un poco en cada muelle
Me atravieso
Me rindo a las señales
Pura sorpresa
Me desespero en paz
Desapego
Casi nada es demasiado

Escrita por: Aureo Gandur / Daniel Tendler / ToMaZ LeNz