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Al revés

Moxuara

Avesso

Por essa estrada não passo.
Por esse rio me afogo.
Prudente, piso no raso
e não mergulho no escuro
do seu rumo,
do seu leito,
dos seus olhos,
do absurdo,
da saudade,
da verdade,
dos desejos,
do seu beijo.

Seu gosto mel tem amargo.
Seu riso, um jeito de mundo.
Mas nessa estrada não passo,
eu não enxergo o fundo.

Al revés

Por este camino no paso.
Por este río me ahogo.
Prudente, piso en lo superficial
y no me sumerjo en la oscuridad
de tu rumbo,
de tu lecho,
de tus ojos,
del absurdo,
de la añoranza,
de la verdad,
de los deseos,
de tu beso.

Tu sabor a miel tiene amargura.
Tu risa, una forma de mundo.
Pero en este camino no paso,
no veo el fondo.

Escrita por: Flávio Vezzoni