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La Balada de Buk

Murillo Augustus

A Balada de Buk

Vendi outro trampo
Pro mesmo jornal
Mas levei logo um grampo
Do cheque especial
Era quase um conto
Eu já estava feliz
Agora me sinto um tonto
Não sei nem porque fiz

Estou em crise de abstinência
Tem um jacaré em minha residência

Acordei atrasado
Me sentindo quase ok
E fiquei assustado
Porque nem vomitei
Me veio a tremedeira
E o medo de morrer
Procurei na carteira
Qualquer dez pra beber

Corri pra estação
Esperando encontrar
Meu filho João
Saindo pra trabalhar
O moleque é porreta
Não sei nem quem puxou
Me deu logo cinquenta
E depois me abraçou

La Balada de Buk

Vendí otro trabajo
Para el mismo periódico
Pero pronto me clavaron
Con el sobregiro
Era casi un cuento
Ya estaba feliz
Ahora me siento un tonto
No sé ni por qué lo hice

Estoy en crisis de abstinencia
Hay un caimán en mi residencia

Me desperté tarde
Sintiéndome casi bien
Y me asusté
Porque ni siquiera vomité
Empecé a temblar
Y tuve miedo de morir
Busqué en la cartera
Cualquier diez para beber

Corrí a la estación
Esperando encontrar
A mi hijo João
Saliendo para trabajar
El chico es genial
No sé de quién sacó eso
Me dio cincuenta de inmediato
Y luego me abrazó

Escrita por: João Affonso / Murillo Augustus