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No quedó nadie (parte de Vasco Faé)

Murillo Augustus

Não Sobrou Ninguém (part. Vasco Faé)

Não sobrou ninguém
No panteão da música, me diga você, quem?
Dos deuses que fizeram tudo aquilo que a gente tem

Não sobrou ninguém
Eles que criaram tanto e não viram um vintém
Miseráveis, sofredores, filhos do desdém

Não sobrou ninguém
Colhedores de algodão que da Mãe África provêm
Sua alegria do homem branco se tornou refém

Não sobrou ninguém
Todos seguiram viagem, embarcaram nesse trem
Ao menos seu lamento para sempre se mantém

No quedó nadie (parte de Vasco Faé)

No quedó nadie
En el panteón de la música, dime tú, ¿quién?
De los dioses que crearon todo lo que tenemos

No quedó nadie
Ellos que crearon tanto y no vieron un centavo
Miserables, sufridores, hijos del desdén

No quedó nadie
Recolectores de algodón que provienen de la Madre África
Su alegría se convirtió en rehén del hombre blanco

No quedó nadie
Todos siguieron su camino, se embarcaron en este tren
Al menos su lamento permanece para siempre

Escrita por: João Affonso / Murillo Augustus