Sanatório Hostil
Eu vago pela noite e penso que afinal
Pra quem saiu do zero eu nem estou tão mal
Não devo nada nem tampouco peço muito
Só coleciono amor, que é nobre e gratuito
Nas ruas sombrias deste sanatório hostil
Recordo tanta gente boa que partiu
Seus rostos dançam como fragmentos
Vão-se os risos loucos, ficam bons momentos
E assim vou tocando
E assim vou levando
Nesse vagão
O meu destino é sempre a próxima estação
E eu abro um outro vinho, mas vou devagar
Deixo meus sentidos me mostrarem um lugar
Em que o belo vale muito mais que o lauto
E o bruto nunca se aproveita do incauto
(Precisa tanto pra sorrir)
(Basta um trem para chorar)
Sanatorio Hostil
Yo deambulo por la noche y pienso que al final
Para alguien que partió desde cero, no estoy tan mal
No debo nada ni pido mucho
Solo colecciono amor, que es noble y gratuito
En las calles sombrías de este sanatorio hostil
Recuerdo a tanta gente buena que se fue
Sus rostros bailan como fragmentos
Se van las risas locas, quedan buenos momentos
Y así sigo adelante
Y así sigo llevando
En este vagón
Mi destino siempre es la próxima estación
Y abro otra botella de vino, pero voy despacio
Dejo que mis sentidos me muestren un lugar
Donde lo bello vale mucho más que lo lujoso
Y lo bruto nunca se aprovecha del incauto
(Hace falta tanto para sonreír)
(Con un tren basta para llorar)
Escrita por: João Affonso / Murillo Augustus