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Sin sentido

Murilo Sá

Nonsense

Esqueça a tecla de avançar
E caso avance saiba onde parar
Pra cada um que esconde
Um que saiba demonstrar
Pra cada um que faça sombra
Outro pra nos bronzear
Vai ver que toda moda
É um microcosmo de ilusão
Que faz com que você não veja
As coisas como elas são

E as coisas
Como é que elas são?
Qual de nós se atreve a especular?
Pra cada um que esconde
Um que saiba demonstrar
Pra cada um que faça sombra
Outro pra nos bronzear
Vai ver que é a vitrine
Que observa o seu olhar
Reflexo do seu quase crime
Querer fotodecifrar

Proto ficou tonto
De repente se viu pronto

Vai torturando a mesma tecla
A consciência contra o muro
Quebrando os óculos escuros
Será que nossas lentes de contato
São a desoficina do futuro?

Pra cada um que esconde
Um que queira demonstrar
Pra cada um que faça sombra
Um que faça o sol brilhar
Pro fim da crueldade não precisa pedigree
Pra ser feliz não negue a parte que é cruel em ti

Sin sentido

Olvida la tecla de avanzar
Y en caso de avanzar, sabe dónde parar
Para cada uno que se esconde
Hay otro que sabe demostrar
Para cada uno que hace sombra
Otro para broncearnos
Verás que toda moda
Es un microcosmos de ilusión
Que hace que no veas
Las cosas como son

Y las cosas
¿Cómo son en realidad?
¿Quién se atreve a especular?
Para cada uno que se esconde
Hay otro que sabe demostrar
Para cada uno que hace sombra
Otro para broncearnos
Verás que es el escaparate
El que observa tu mirada
Reflejo de tu casi crimen
Querer descifrar en foto

Proto se mareó
De repente se vio listo

Sigue torturando la misma tecla
La conciencia contra el muro
Rompiendo los lentes oscuros
¿Serán nuestras lentes de contacto
El desastre del futuro?

Para cada uno que se esconde
Hay otro que quiere demostrar
Para cada uno que hace sombra
Uno que hace brillar el sol
Para el fin de la crueldad no se necesita pedigrí
Para ser feliz, no niegues la parte cruel en ti

Escrita por: Glauber Guimarães / Heitor Dantas / Murilo Sá