395px

Gospel

Murisko

Eu joguei dados com demônios
Não cedi pras suas trapaças
Não quis sair da cama
Será que é assim que acaba?

Mas somos o que somos
E no fim não somos nada
Meu Deus me perdoa
Meu Deus me perdoa

Não ter procurado o caminho de casa
Eu ando com sede, eu ando com peso
Eu ando tão preso, eu ando fingindo
Eu ando tendo tanto medo

E eu não vejo tanto brilho
Eu quis respostas, você me deu forças
Nas profundezas mais remotas
O remorso te aprisiona, te apaixona

Paranoia, usando as mesmas roupas
Mas diferentes máscaras
Morrendo pelas joias
Com a expressão tão áspera

Eu sei que tudo é fase
Foi o que eu repetia quando faltou o da passagem
Eu vou voltar com a bolsa cheia, mãe
Então me espera, não tive um pé de meia

Eu sempre estive em pé de guerra
Sem bruxas, cavaleiros
Sem fadas ou donzelas
Clima nada hospitaleiro

É o inferno na primavera
E quando as luzes se apagarem, vocês vão poder me ver
Com a armadura da verdade, os justos vão reconhecer
Eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver

E quando as luzes se apagarem, vocês vão poder me ver
Com a armadura da verdade, os justos vão reconhecer
Eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver

Sem parentesco nobre e sem unesco
Veneno é refresco
Em frente onde eu morava também não tinha um bradesco
Eu agradeço a cada um que me desencorajava

Temos algo em comum, eu também não acreditava
Esse mundo não merece nós
Mas mesmo assim a gente tenta ser aceito
No auge dos meus vinte eu entendi meus pais

E até hoje me pergunto se entenderam a si mesmos
Você vai ter o que deseja ainda em vida
Curar suas mazelas e fechar suas feridas
Que Deus me proteja de pessoas ressentidas

Aprendi da pior forma que nem sempre tem saída
Até agora foi só pra te criar fôlego
Pras íngrimes subidas
Pras trilhas e pros córregos

Em busca dos tesouros
Por trás desses ferrolhos
Livrai os meus do óbito, guiai me nos meus sonhos
E quando as luzes se apagarem, vocês vão poder me ver

Com a armadura da verdade, os justos vão reconhecer
Eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver
E quando as luzes se apagarem, vocês vão poder me ver
Com a armadura da verdade, os justos vão reconhecer

Eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver
E quando as luzes se apagarem, vocês vão poder me ver
Com a armadura da verdade, os justos vão reconhecer
Eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver

E quando as luzes se apagarem, vocês vão poder me ver
Com a armadura da verdade, os justos vão reconhecer
Eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver
E quando as luzes se apagarem, vocês vão poder me ver

Com a armadura da verdade, os justos vão reconhecer
Eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver
E quando as luzes se apagarem, vocês vão poder me ver
Com a armadura da verdade, os justos vão reconhecer

Eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver
Eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver, eu vou viver

Escrita por: Dourado, Murisko