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Canastra

Bernardo do Espinhaço

Canastra

Abre a tangente,
Deixa a disforme nuvem se anuviar, reformar o sol
Vindo do oeste
Pede o vicente um prato pra comer o embrião do som

Abre a canastra
Deixa o azul deitar no céu

A casca é dantas
Que pelas tantas chego a me perguntar
É são roque ou conceição?
Águia-cinzenta ou carcará
Ou nó de imaginar é tanto bicho que há

Abre a canastra, iêiê
Deixa o azul deitar no céu

E a babilônia logo ali me faz pensar que
Mais belezas hão de vir

E eu hei de voltar pra ver fundão
Que mais canção irá brotar
Broto azul, azul de chão

Canastra

Abre la tangente,
Deja que la nube disforme se nuble, reforme el sol
Viniendo del oeste
Vicente pide un plato para comer el embrión del sonido

Abre la canasta
Deja que el azul se acueste en el cielo

La cáscara es Dantas
Que a estas alturas me pregunto
¿Es San Roque o Concepción?
Águila gris o carcará
O es difícil de imaginar, hay tantos animales

Abre la canasta, iêiê
Deja que el azul se acueste en el cielo

Y la Babilonia justo allí me hace pensar que
Más bellezas han de venir

Y yo volveré para ver el fondo
De donde más canciones brotarán
Brote azul, azul del suelo

Escrita por: Bernardo Do Espinhaço