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Como el viento

Natascha Falcão

Feito Vento

Sei que meu peito é cigano
E que não se demora quieto
Mas eu sempre te disse que não se apegasse
Que não se acostumasse
Pois sabes, não sou de ninguém
Os culpados foram os beijos e as noites
E as juras de amor que teimaram em te enganar

Mas sou feito vento, não posso me demorar
Sou feito vento, não posso me demorar
Não sei como ainda crês em mim
Em mim, que escrevo para todos
Que tenho um amor em cada porto
Que invento o conceito de amar

Hoje estou aqui
Amanhã já sou de outro
Sei que te confundo
Com esse meu jeito torto
Que finge que pisa, mas que só quer avoar
Que finge que pisa, mas que sabe avoar
Que vela e pisa e depois quer avoar
Que finge que pisa, mas que só sabe avoar

Mas só sabe avoar
E depois quer avoar
Voar, voar, voar
Que finge que pisa, mas que só sabe avoar

Como el viento

Sé que mi corazón es gitano
Y que no se queda quieto
Pero siempre te dije que no te apegaras
Que no te acostumbraras
Porque sabes, no pertenezco a nadie
Los culpables fueron los besos y las noches
Y las promesas de amor que insistieron en engañarte

Pero soy como el viento, no puedo quedarme
Soy como el viento, no puedo quedarme
No sé cómo aún crees en mí
En mí, que escribo para todos
Que tengo un amor en cada puerto
Que invento el concepto de amar

Hoy estoy aquí
Mañana ya soy de otro
Sé que te confundo
Con mi forma torcida
Que finge que pisa, pero solo quiere volar
Que finge que pisa, pero sabe volar
Que vigila y pisa y luego quiere volar
Que finge que pisa, pero solo sabe volar

Pero solo sabe volar
Y luego quiere volar
Volar, volar, volar
Que finge que pisa, pero solo sabe volar

Escrita por: Natascha Falcão