Na Morada
Esse teu riso solto
Me molha, me acende por dentro
Esqueço o livro na cabeceira
E vou correndo escrever histórias
Nas linhas da palma da tua mão
De vez em quando
Me abro contigo sobre o avesso de mim
Aquele lado escondido
Que me abraça pra dormir
Por um encanto
Aconteceu do meu canto encontrar em você
Morada
Não nasci pronta
Mas pago a conta que tiver pra pagar
É o que confere sentido
Ao abismo de existir
Como uma onda
Sinto você me surfando
Eu vou te transformar em praia
Mais de mil agulhas em meus olhos de vulcão
Sei que tardo e às vezes falho
Mas hoje não
En la Morada
Esa risa tuya suelta
Me moja, me enciende por dentro
Olvido el libro en la mesita de noche
Y corro a escribir historias
En las líneas de la palma de tu mano
De vez en cuando
Me abro contigo sobre el revés de mí
Ese lado escondido
Que me abraza para dormir
Por un encanto
Sucedió que desde mi rincón te encontré
Morada
No nací lista
Pero pago la cuenta que tenga que pagar
Es lo que da sentido
Al abismo de existir
Como una ola
Siento que me surfeas
Voy a convertirte en playa
Más de mil agujas en mis ojos de volcán
Sé que tardo y a veces fallo
Pero hoy no
Escrita por: Nathalia Bellar / Guga Limeira