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Segundo Paso

Neata

Segundo Passo

E não precisa fechar a porta ao sair
Quando você voltar, eu não estarei aqui
Abrange um mar de solidão, acaso eu queira te esperar
Eu já pintei as tarjes no meu peito
O ostentado imaginário a qual você não vai tocar
Pois resplandece no coração apenas o planto que você causou

Enquanto você usurpava o fim
Eu achava ínfimo tentar te impedir de ser feliz
Agora vejo tão distante o sonho que eu construí pra mim
E pra você
De olhos fechados, eu tento escrever outro final
Por mais que absurdo eu posso simplesmente restringir
O vão que está deixando, até te expedir da minha vida
Não quero mais você ao lado meu

E eu comprei a tinta roxa que encanta teus olhos
Dediquei as minhas tardes colhendo flores em um jardim
Trouxe os mais belos poemas para antes te dormir
Tentar os recitar
Enquanto você usurpava o fim
Eu achava ínfimo tentar te impedir de ser feliz
Agora vejo tão distante o sonho que eu construí pra mim
E pra você

De olhos fechados, eu tento escrever outro final
Por mais que absurdo eu posso simplesmente restringir
O vão que está deixando, até te expedir da minha vida
Não quero mais você ao lado meu
Confesso que sofro em silencio pra te ver sorrir
Que aceito as suas promessas, mas cansei de fingir
Depois de tanto me enganar eu volto a suplicar
As mesmas juras mentirosas de quem não sabe amar

E eu não quero mais rever teus lábios sem o gosto em que deixei
Nem quero mais pensar em quantos vão te ver dormir
Todo o ouro e suor que trouxe você também esqueceu?
Até mesmo o remate da historia fui eu quem escreveu
Eu não acredito que exista um? Pra sempre?
Pois até mesmo o "nunca" hoje teve um fim
E se quiser que alguém devolva as lembranças
Pode cobrar de outro pois eu as extinguir

Segundo Paso

Y no hace falta cerrar la puerta al salir
Cuando regreses, no estaré aquí
Envuelve un mar de soledad, por si acaso quiero esperarte
Ya pinté las marcas en mi pecho
El imaginario ostentoso que no tocarás
Porque solo resplandece en el corazón el dolor que causaste

Mientras usurpabas el final
Me parecía insignificante intentar impedirte ser feliz
Ahora veo tan lejano el sueño que construí para mí
Y para ti
Con los ojos cerrados, intento escribir otro final
Por más absurdo que parezca, puedo simplemente restringir
El vacío que estás dejando, hasta expulsarte de mi vida
Ya no te quiero a mi lado

Y compré la pintura morada que encanta tus ojos
Dediqué mis tardes recogiendo flores en un jardín
Traje los poemas más bellos para leerte antes de dormir
Intentar recitarlos
Mientras usurpabas el final
Me parecía insignificante intentar impedirte ser feliz
Ahora veo tan lejano el sueño que construí para mí
Y para ti

Con los ojos cerrados, intento escribir otro final
Por más absurdo que parezca, puedo simplemente restringir
El vacío que estás dejando, hasta expulsarte de mi vida
Ya no te quiero a mi lado
Confieso que sufro en silencio al verte sonreír
Que acepto tus promesas, pero me cansé de fingir
Después de tanto engañarme, vuelvo a suplicar
Las mismas juras mentirosas de quien no sabe amar

Y ya no quiero volver a ver tus labios sin el sabor que dejé
Ni quiero pensar en cuántos te verán dormir
¿Todo el oro y sudor que te traje también lo olvidaste?
Incluso el desenlace de la historia lo escribí yo
No creo en un 'para siempre'
Pues incluso el 'nunca' hoy tuvo un final
Y si quieres que alguien devuelva los recuerdos
Puedes pedírselo a otro, porque yo los extinguí

Escrita por: Diio Rodrigo