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Privados

Nega Dell

Privados

Privados de roupas
Privados de pão
Privados de letras
Dedão borradão
Nos computadores
Apenas as digitais
Dos dedos da mão
Nenhuma palavra escrita
No labirinto das linhas
Invisíveis na escuridão
Não podem ver que são
Clandestinos nativos
Condenados a viver
Sem saber que estão vivos

Vem, meu irmão!
Põe a força entre as mãos
A vida não pode esperar
Você morrer sem viver
Olhe as grades e vê
A prisão aonde está
A liberdade terá
Que começar por você

Privados

Privados de ropa
Privados de pan
Privados de letras
Dedo manchado
En las computadoras
Solo las huellas digitales
De los dedos de la mano
Ninguna palabra escrita
En el laberinto de líneas
Invisibles en la oscuridad
No pueden ver que son
Clandestinos nativos
Condenados a vivir
Sin saber que están vivos

¡Ven, hermano!
Pon la fuerza entre las manos
La vida no puede esperar
Que mueras sin vivir
Mira las rejas y ve
La prisión donde estás
La libertad tendrá
Que empezar por ti

Escrita por: Antonio Leite / Veva Show