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Talagada

Nêggo Tom

Talagada

Surgiu de uma moda de viola essa canção, essa batida, essa mexida
Que agora explodiu espalhando pelo ar o cheiro do teu perfume
Que como já de costume deixa zonzo a te amar.
Sorriu, e me faz acreditar que em teus braços eu ainda serei bem feliz
Consumiu com aquela tristeza existente dentro do peito de um homem
Que hoje é feliz e não chora
E ê ê eu tô a beira da estrada
E te chamo pra dançar essa talagada
Brilhou a meia-luz, a meio-tom essa beleza, essa princesa que é meio encantada.
Ecoou um grito apaixonado num acorde eletrizado sob o efeito dessa água que seduz e embriaga.
Coloriu aquele mundo em preto e branco, um "arco-íris" sem as cores que a chuva desbotou.
Ninguém viu! só eu a encontrei e agora me viciei depois que experimentei uma dose açucarada.
E ê ê êta cachaça danada
Me dá um beijo e dança essa talagada.
Apareceu quando eu ainda chorava e ainda digeria uma dose meio amarga
Que bebi num pileque inocente, um porre meio displicente, uma bebida que era ardente, mas feria o meu coração.
Me encantou com o seu jeito fascinante, com um gosto diferente que da boca não sai mais.
Despertou todas as partes do meu corpo, um efeito frio e quente que me deixa dependente, dependente desse teu amor.
E êta sangia desatada
Pra me acalmar só uma talagada.
Surgiu de uma moda de viola essa canção, essa batida, essa mexida
Que agora explodiu espalhando pelo ar o cheiro do teu perfume
Que como já de costume deixa zonzo a te amar.
Me faz feliz e me coloca no colo, me embala, me abraça de um jeito que eu adoro.
E me diz que é muito de repente e não ilude facilmente....
Mas que deve acreditar quando eu digo que te amo.

Talagada

De una canción de viola surgió esta melodía, este ritmo, este movimiento
Que ahora explotó esparciendo en el aire el olor de tu perfume
Que como es costumbre, me deja mareado de amarte.
Sonríe, y me hace creer que en tus brazos aún seré muy feliz
Consumió esa tristeza existente en el pecho de un hombre
Que hoy es feliz y no llora
Y yo estoy al borde del camino
Y te llamo a bailar esta talagada.
Brilló a media luz, a medio tono esta belleza, esta princesa que está medio encantada.
Resonó un grito apasionado en un acorde electrificado bajo el efecto de esta agua que seduce y embriaga.
Coloreó ese mundo en blanco y negro, un 'arcoíris' sin los colores que la lluvia desvaneció.
¡Nadie vio! solo yo la encontré y ahora me volví adicto después de probar un trago azucarado.
¡Qué maldita cachaça!
Dame un beso y baila esta talagada.
Apareció cuando aún lloraba y aún digería un trago un poco amargo
Que bebí en una borrachera inocente, una embriaguez un poco descuidada, una bebida que era ardiente, pero hería mi corazón.
Me encantó con su fascinante manera, con un sabor diferente que no se va de mi boca.
Despertó todas las partes de mi cuerpo, un efecto frío y caliente que me hace dependiente, dependiente de este amor tuyo.
¡Qué sangría desatada!
Para calmarme solo un trago.
De una canción de viola surgió esta melodía, este ritmo, este movimiento
Que ahora explotó esparciendo en el aire el olor de tu perfume
Que como es costumbre, me deja mareado de amarte.
Me hace feliz y me coloca en tus brazos, me mece, me abraza de una manera que adoro.
Y me dice que es muy repentino y no se ilusiona fácilmente...
Pero que debe creer cuando digo que te amo.

Escrita por: NÊGGO TOM