Cena de Ciúme
Me ama, me adora, me chama de amor
Reclama, até chora, derrama a dor
Logo agora que a gente tá numa boa
Você vem brigar à toa só pra me contrariar
O seu papo argumenta mas não entoa
Então pegue sua canoa e vai tirar onda pra lá
Fica na sua, vou falar discretamente
Que você não tem batente para me subordinar
Amor, agora não vou
Para com isso, de ficar nessa vigia
Que eu não sou mercadoria pra você me vigiar
Amor, agora não vou
Não vou porque a cuíca não manda no pandeiro
Os dois se entendem no terreiro
Na batida que sai do coração
Não vou porque já cansei de aturar seu mal costume
Quem gosta de cena de ciúme
É galã de novela de televisão
Escena de Celos
Me ama, me adora, me llama amor
Reclama, hasta llora, derrama el dolor
Justo ahora que estamos bien
Vienes a pelear sin razón, solo para contradecirme
Tu argumento no convence, no entona
Así que toma tu canoa y vete a hacer olas por ahí
Quédate en tu lugar, hablaré discretamente
No tienes autoridad para mandarme
Amor, ahora no iré
Deja de estar en esa vigilancia
No soy mercancía para que me vigiles
Amor, ahora no iré
No iré porque la cuíca no manda en el pandeiro
Ambos se entienden en el terreiro
En el ritmo que sale del corazón
No iré porque me cansé de soportar tu mal hábito
Quien disfruta de una escena de celos
Es un galán de novela de televisión
Escrita por: Noca da Portela / Toninho Nascimento / Tranka