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Pesadilla

Nenéo

Pesadelo

Me acorda, me sacode
Devo estar tendo um pesadelo
E daquele dos piores
Por favor, não façam crer, não pode ser verdade
Ela não foi embora

Espero tudo dessa vida
Mas não estou preparado pra viver sem ela
É tudo tão fatal, tão mal, tão desigual
Muito embora sendo um sonho

Essas coisas me lembraram
Dos momentos que eu te amei
Que outros ventos espalharam
Por caminhos que eu nem sei
O que guardei e acumulei
E o tanto que eu te dei

E quando, transbordando ansiedade
Mergulhando na saudade
Fiz de conta que te via e te abraçava e te queria
E que aos poucos te perdia
E eu não queria te perder

Sonhando, vendo as coisas divididas
Me agarrando a salva-vidas
Fiz de conta que segui
Atravessando a calmaria
Tempestades eu vencia
Pra esse amor sobreviver

Sua sombra passeando
Pela minha escuridão
Eu, deitado te esperando
Soluçando a minha solidão
Querendo, em vão, seu coração
E já não o tenho à mão

E quando as minhas mãos em meus apelos
Procuravam seus cabelos
Não achavam, não amavam
E se afogavam em pesadelos
Te acenando, te chamando
E te querendo completar

Sonhando, noite atento tão perdido
Vendo tudo dividido, tudo se desmoronando
Como um pássaro ferido
Que podia estar voando
E não consegue mais voar

Me acorda, me sacode
Me consola em teu calor
Diz que a solidão não pode
Impedir, jamais, o nosso amor
De vir a ser e acontecer
De nos fazer viver

Pesadilla

Despiértame, sacúdeme
debo estar teniendo una pesadilla
Y el de los peores
Por favor, no hagas creer que no puede ser verdad
ella no se fue

Espero todo de esta vida
Pero no estoy preparado para vivir sin ella
Todo es tan fatal, tan malo, tan desigual
Aunque sea un sueño

Estas cosas me recordaron
De los momentos que te ame
Que otros vientos han esparcido
De maneras que ni siquiera conozco
Lo que ahorré y acumulé
y cuanto te di

Y cuando, rebosante de ansiedad
Buceando en el anhelo
Fingí que te veía y te abrazaba y te deseaba
Y que poco a poco te perdí
y no queria perderte

Soñando, viendo las cosas divididas
Aferrándose a los salvavidas
fingí seguir
cruzando la calma
tormentas que gané
Para que este amor sobreviva

tu sombra caminando
para mi oscuridad
Yo acostado esperándote
sollozando mi soledad
Querer tu corazón en vano
y ya no lo tengo a mano

Y cuando mis manos en mis súplicas
Estaban buscando tu cabello
No pensé, no amé
Y ahogado en pesadillas
haciéndote señas, llamándote
Y querer completarte

Soñando, noche atenta tan perdida
Ver todo dividido, todo desmoronarse
como un pájaro herido
eso podria estar volando
Y ya no puedes volar

Despiértame, sacúdeme
consuélame en tu calor
Dice que la soledad no puede
Nunca detengas nuestro amor
llegar a ser y suceder
para hacernos vivir

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