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Zé Valente

Nenete & Dorinho

Zé Valente

Eu quando nasci no mundo
Vim com o destino marcado
Eu entro nos bate-fundo
Mas eu nunca fui quebrado

Eu gosto de todas as mulher
Mas não sou homem casado
Por causa deste meu porte
Muitas moças tem chorado

Não sei o meu nome direito
Nem sei se fui batizado
Me chamam de Zé Valente
É o que eu tenho assinado

Conheço o Brasil a palmo
Quase os vinte e um estado
Eu não tenho rumo certo
Sempre vou pra qualquer lado

Não tenho amor que me prende
Gosto de andar sossegado
Eu nunca tive patrão
Não aceito ser mandado

Eu não sei fazer carinho
Também não gosto de agrado
Com este rabo de tatu
Eu endireito o que está errado

No meio dos fazendeiro
Eu sou bem relacionado
E dos caboclos valentes
Sempre eu fui respeitado

Por filha de fazendeiro
Até já fui disputado
Não há mulher que me escape
Se cair nos meus agrados

Vou deixar meu endereço
Pra quem tiver interessado
Eu moro por este Brasil
Tenho o céu por telhado

Na direita do caminho
Se alguém ver rastro ferrado
É sinal que vai ficando
Deste meu baio encerado

Zé Valente

Cuando nací en este mundo
Vine con el destino marcado
Entro en peleas
Pero nunca fui vencido

Me gustan todas las mujeres
Pero no soy hombre casado
Por mi apariencia
Muchas chicas han llorado

No sé mi nombre real
Ni si fui bautizado
Me llaman Zé Valente
Es lo que he firmado

Conozco Brasil de punta a punta
Casi los veintiún estados
No tengo un rumbo fijo
Siempre voy a cualquier lado

No tengo amores que me aten
Me gusta andar tranquilo
Nunca tuve un jefe
No acepto órdenes

No sé cómo ser cariñoso
Tampoco me gustan los halagos
Con esta cola de armadillo
Corrijo lo que está mal

Entre los hacendados
Tengo buenas relaciones
Y entre los valientes lugareños
Siempre fui respetado

Por hijas de hacendados
Incluso fui pretendido
No hay mujer que se me escape
Si cae bajo mis encantos

Dejaré mi dirección
Para quien esté interesado
Vivo por este Brasil
Con el cielo como techo

En el camino a la derecha
Si alguien ve huellas marcadas
Es señal de que quedó
De mi caballo encerado

Escrita por: Anacleto Rosas Jr.