395px

Quero Quero Gralha Azul

Neto Fagundes

Quero Quero Gralha Azul

Na geografia que nasceu pra todos
O tempo velho desenhou caminhos
E os quero-queros extraviaram ninhos
Toureando ventos que subiu do sul

Seguindo em frente as extensões lendárias
A pampa aberta vai morrendo aos poucos
Entreverando-se nas araucárias
Melenas verdes céu da gralha azul

Dois gritos gêmeos de amplidões distintas
Vigiando campos e a floresta acima
Ecos de um poema de uma mesma rima
Foram pintados pelas mesmas tintas

E o homem duro que define a terra
Mistura os rumo com esses dois parceiros
Um que floreia seus clarins guerreiros
Um que replanta pra manter a serra
Um que floreia seus clarins guerreiros
Um que replanta pra manter a serra

Quero Quero Gralha Azul

En la geografía que nació para todos
El tiempo viejo trazó caminos
Y los teros extraviaron nidos
Desafiando vientos que vinieron del sur

Avanzando hacia las extensiones legendarias
La pampa abierta va muriendo poco a poco
Entremezclándose en los araucarias
Cabellos verdes cielo de la gralha azul

Dos gritos gemelos de amplitudes distintas
Vigilando campos y el bosque arriba
Ecos de un poema con una misma rima
Fueron pintados con los mismos colores

Y el hombre rudo que define la tierra
Mezcla los rumbos con estos dos compañeros
Uno que toca sus clarines guerreros
Uno que replanta para mantener la sierra
Uno que toca sus clarines guerreros
Uno que replanta para mantener la sierra

Escrita por: