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Tu Cantar

Ney Matogrosso

Tua Cantiga

Quando te der saudade de mim
Quanto tua garganta apertar
Basta dar um suspiro
Que eu vou ligeiro
Te consolar

Se o teu vigia se alvoroçar
E, estrada afora, te conduzir
Basta soprar meu nome
Com teu perfume
Pra me atrair

Se as tuas noites não tem mais fim
Se um desalmado te faz chorar
Deixa cair um lenço
Que eu te alcanço
Em qualquer lugar

Quando teu coração suplicar
Ou quando teu capricho exigir
Largo mulheres e filhos
E de joelhos
Vou te seguir

Na nossa casa
Serás rainha
Serás cruel, talvez
Vai fazer manha
Me aperrear
E eu sempre, mais feliz

Silentemente
Vou te deitar
Na cama que arrumei
Pisando em plumas
Toda manhã
Eu te despertarei

Quando te der saudade de mim
Quando tua garganta apertar
Basta dar um suspiro
Que eu vou ligeiro
Te consolar

Se o teu vigia se alvoroçar
E, estrada afora, te conduzir
Basta soprar meu nome
Com teu perfume
Pra atrair

Entre suspiros
Pode outro nome
Dos lábios te escapar

Terei ciúme
Até de mim
No espelho, a te abraçar

Mas teu amante sempre serei
Mais do que hoje sou
Ou estas rimas não escrevi
Nem ninguém nunca amou

Se as tuas noites não têm mais fim
Se um desalmado te faz chorar
Deixa cair um lenço que eu te alcanço
Em qualquer lugar

E quando o nosso tempo passar
Quando eu não estiver mais aqui
Lembra-te, minha nega desta cantiga
Que fiz pra ti

Tu Cantar

Cuando me extrañes
Cuando tu garganta se apriete
Solo tienes que suspirar
Que iré rápido
A consolarte

Si tu guardián se alborota
Y te lleva por el camino
Solo tienes que susurrar mi nombre
Con tu perfume
Para atraerme

Si tus noches no tienen fin
Si alguien sin alma te hace llorar
Deja caer un pañuelo
Que yo te alcanzaré
En cualquier lugar

Cuando tu corazón suplique
O cuando tu capricho exija
Dejaré mujeres e hijos
Y de rodillas
Te seguiré

En nuestra casa
Serás reina
Serás cruel, quizás
Harás berrinches
Me molestarás
Y yo siempre, más feliz

Silenciosamente
Te acostaré
En la cama que arreglé
Pisando plumas
Cada mañana
Te despertaré

Cuando me extrañes
Cuando tu garganta se apriete
Solo tienes que suspirar
Que iré rápido
A consolarte

Si tu guardián se alborota
Y te lleva por el camino
Solo tienes que susurrar mi nombre
Con tu perfume
Para atraerme

Entre suspiros
Puede escaparse otro nombre
De tus labios

Tendré celos
Hasta de mí
En el espejo, abrazándote

Pero siempre seré tu amante
Más de lo que soy hoy
O estas rimas no las escribí
Y nadie nunca amó

Si tus noches no tienen fin
Si alguien sin alma te hace llorar
Deja caer un pañuelo que yo te alcanzaré
En cualquier lugar

Y cuando nuestro tiempo pase
Cuando ya no esté aquí
Recuerda, mi negra, esta canción
Que hice para ti

Escrita por: Chico Buarque / Cristovao da Silva B Filho