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Skap

Nila Branco

Skap

Quando você pinta tinta nessa tela cinza
Quando você passa doce dessa fruta passa
Quando você entra mãe-benta amor aos pedaços
Quando você chega nega fulô boneca de piche
Flor de azeviche
Você me faz parecer menos só
Menos sozinho
Você me faz parecer menos pó
Menos pozinho
Quando você fala bala no meu velho oeste
Quando você dança lança flecha estilingue
Quando você olha molha meu olho que não crê
Quando você chega mariposa morna lisa
O sangue encharca a camisa
Refrão
Quando você diz o que ninguém diz
Quando você quer o que ninguém quis
Quando você ousa lousa pra que eu possa ser giz
Quando você arde alardeia sua teia cheia de ardis
Quando você faz a minha carne triste quase feliz

Skap

Cuando pintas tinta en esta pantalla gris
Cuando pasas dulce de esta fruta pasa
Cuando traes amor a pedazos, madre bendita
Cuando llegas, negra flor muñeca de brea
Flor de ébano
Me haces sentir menos solo
Menos solitario
Me haces parecer menos polvo
Menos polvillo
Cuando hablas de balas en mi viejo oeste
Cuando bailas lanzas flechas con honda
Cuando miras mojas mi ojo incrédulo
Cuando llegas, mariposa tibia y lisa
La sangre empapa la camisa
Coro
Cuando dices lo que nadie dice
Cuando quieres lo que nadie quiso
Cuando te atreves a pizarra para que yo pueda ser tiza
Cuando ardes, alardeas tu tela llena de artimañas
Cuando haces que mi carne triste casi sea feliz

Escrita por: Zeca Baleiro