395px

Unimultiplicidade

Nila Branco

Unimultiplicidade

Neste Brasil corrupção
pontapé bundão
puto saco de mau cheiro
do Acre ao Rio de Janeiro
Neste país de manda-chuvas
cheio de mãos e luvas
tem sempre alguém se dando bem
de São Paulo a Belém
Pego meu violão de guerra
pra responder essa sujeira
E como começo de caminho
quero a unimultiplicidade
onde cada homem é sozinho
a casa da humanidade
Não tenho nada na cabeça
a não ser o céu
não tenho nada por sapato
a não ser o passo
Neste país de pouca renda
senhoras costurando
pela injustiça vão rezando
da Bahia ao Espírito Santo
Brasília tem suas estradas
mas eu navego é noutras águas
E como começo de caminho
quero a unimultiplicidade
onde cada homem é sozinho
a casa da humanidade

Unimultiplicidade

En este Brasil corrupción
patada trasera
maldito saco de mal olor
del Acre a Río de Janeiro
En este país de mandamases
lleno de manos y guantes
siempre hay alguien saliendo adelante
de São Paulo a Belém
Cojo mi guitarra de guerra
para responder a esta porquería
Y como inicio de camino
quiero la unimultiplicidad
donde cada hombre está solo
la casa de la humanidad
No tengo nada en la cabeza
solo el cielo
tengo nada como zapato
solo el paso
En este país de poca renta
señoras cosiendo
rezando por la injusticia
de Bahía a Espírito Santo
Brasilia tiene sus caminos
pero yo navego en otras aguas
Y como inicio de camino
quiero la unimultiplicidad
donde cada hombre está solo
la casa de la humanidad

Escrita por: Ana Carolina / Tom Zé