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Mannequin

Nilton César

Manequim

Toda noite as nove horas mais ou menos
Eu me sinto, naqueles braços tão pequenos
Eu a vejo, usando apenas roupas íntimas
E em meus anseios, me perco inteiro em devaneios
Cada noite, a vejo sempre mais bonita

E a minha sede, por seu amor e infinita
Eu fico parado em frente a vitrine
Em quanto o meu sonho e a ilusão não define
Na calçada morrendo de amor
Comparando assim
O seu corpo com o corpo desse manequim

Mannequin

Chaque nuit, vers neuf heures à peu près
Je me sens, dans ces bras si petits
Je la vois, ne portant que des sous-vêtements
Et dans mes désirs, je me perds complètement dans mes rêveries
Chaque nuit, je la trouve toujours plus belle

Et ma soif, pour son amour est infinie
Je reste figé devant la vitrine
Tant que mon rêve et l'illusion ne se définissent pas
Sur le trottoir, mourant d'amour
Comparant ainsi
Son corps avec celui de ce mannequin

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