De Festim
dias sim, dias não
bala de festim, tiros de canhão
clara luz total, plena escuridão
noites de cetim, manhã de sertão
onde é que isso vai dar?
onde vai dar?
ás vezes bem acima do céu
e não demora abaixo do chão
me chama lírio doce mel
e logo impublicável palavrão
já não sei que caminhos vêm ou vão
se quero que fique ou me corte o facão
se mantenho o pique ou me entrego
engolir o caroço
cuspir o coração
onde é que isso vai dar?
onde vai dar?
ás vezes bem acima do céu
e não demora abaixo do chão
quem sabe um impossível véu
oculte o indecoroso vão
De Festín
días sí, días no
balas de mentira, disparos de cañón
cálida luz total, plena oscuridad
noches de raso, mañana de sertón
¿A dónde llevará esto?
¿A dónde llevará?
A veces muy por encima del cielo
y no tarda en ir debajo del suelo
me llama lirio dulce miel
y luego una palabrota inpublicable
Ya no sé qué caminos vienen o van
si quiero que se quede o me corte el facón
si mantengo el ritmo o me rindo
tragar el hueso
escupir el corazón
¿A dónde llevará esto?
¿A dónde llevará?
A veces muy por encima del cielo
y no tarda en ir debajo del suelo
quién sabe si un velo imposible
oculte el indecoroso vacío