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Cypress Hill (Freestyle) (part. Síntese)

Nog

Assim, DJ? Hã, motherfucker
Insane in the membrane
Insane in the brain
Insane in the membrane
Insane in the brain

Beirando uma overdose, voltei com propriedade
Pra falar mais sobre a morte, que eu tô mais forte
Não vim pra vacilar, Deus, como pode?
Me deu um dom no pote, pra falar a real, sem brisa de Dom Quixote
Eu largo flow, sem ficção, com convicção
De um jeito que quem sente é só quem é do Brasil
Aqui não é Beverly Hills, nós vive a guerra civil, viu?
Se o mic é a minha arma, eu descarrego o fuzil
Vejo a mãe que vê o filho e chora, o destino divino agora
Vira outro caminho, é foda, eu sei que o crime é um filme triste
Que não tem dublê e pode ser você
Num carro baleado, exposto e sem fumê
Vilão quer debater, não quer se precaver
Quando se vive na miséria, a mente é TNT
Manin, quer ter e quer ser, e tá na sede
Aí vira presa fácil e sai pra matar por um par de tênis
A minha caneta me faz parar pra pensar na gente
Que andar pra frente é vencer trauma de adolescente
Com 27 fui propício pra morrer igual Hendrix
Hoje depois dos 30 eu revivi tipo ave Fênix

A justiça se rasteja até a luz do sol
Na real o que todos querem é estar no hall da fama
No rosto a vibração que emana
Se situa, Loki, quer saber do meu cachê pra rua?
Toma corote com um boot de mil, vai entender
E o piolho disse assim quando me viu
Cresci te ouvindo, Se Escute mudou minha vida
É mó prazer cê na vila, nós também tá na corrida
Trap é a fita, logo você, um poeta no topo, andando a pé
Merecendo um trono e contando troco, cê é louco
Spotify não deixa rico
E quem entende mesmo o que eu falo não enche esse pico
Eu tenho aval, fei, nunca paguei pau pra esses bico
Conheço os dois lado, e é aqui mesmo que eu fico
Tá todo mundo aí fazendo o que quer
Jogando a vida fora, mano, é só fofoca, droga e mulher
Se jogar fora o que aprendi e pagar de louco também
Acabo igual Chorão, Amy ou Kurt Cobain
Se não souber mentir direito, não se encaixa no jogo
Se não quiser tirar proveito da desgraça do povo
Sou servo da equidade, ave, liberdade!
A história não perdoa a sabotagem na imagem
Não faça o que eu faço, amigo, profissão perigo
Poucos tem caneta pra vender a verdade que eu digo
O caminho da dissimulação te leva pro abismo
Meu direito de ir e vir não conquistei com cinismo
Furei os bloqueio pra escrever meu nome na pedra
Sem love song, nem chacota, minha palavra não enverga
Minha honra me protege, se capota não quebra
Até quem conspira se inspira, qualquer míope enxerga
Talhamos a pedra que hoje faz parte da estrutura
Pra caçar os visto de turista na cultura
Quem é o caipira com o fleva nova-iorquino, pique Nas e Al Pacino?
Ei, respeita meu sotaque e meu tino, fei
Pelo caminho achei profissão de rei
Ok, nem sei se errei nem quantos lobos matei, da mata sagrada
Eis os que fez a mensagem durar mais uma geração
E nessa eu consagrei, nosso espírito paira nas ruas
Para além do capital, meu ritual continua, amém

Insane in the membrane
Insane in the brain
Insane in the membrane
Insane in the brain