395px

Hola

Supernave

Oi

(Essa canção é instrumental e o texto é declamado durante o show.

Oi.
O quanto mais te magoei, de que nem há mais lembrança, peço desculpa neste poema impaciente.
A angústia que precede cada palavra, o quanto mais é verdadeira que uma lágrima?
O traço romântico que contorna meu pensamento se justiça pelos sonhos que ainda não se cumpriram, nem devam.
Meu constrangimento vem se despedaçando pelo asfalto, puxado pelo seu olhar desapontado.
Não olhe para mim, não julgue meu modesto ser, nem minhas palavras.
A frase que sobra, a tristeza que nos pune em silêncio, amargar o sabor da amizade que um dia nos fez especiais e inconfundíveis.
Às vezes penso demais (antes que o mundo descubra o que eu penso) nos vícios e perigos do próximo passo, se falar ou se calar, sem nada saber de nada.
Sou punido pela ousadia de querer cativar teu sorriso, a minha maldita sina...
Mas talvez não penso em nada disso, talvez use a tristeza como arma da minha arte, e o lápis meu calado cúmplice...
Não sei orar desculpas, não sei fingir olhares e bocas, nem sei fugir de casa!
Fora da poesia me atrapalho, tropeço entre risos e toques indevidos.
(O quanto mais suportei a angústia até a última palavra).

Hola

(Esta canción es instrumental y el texto se recita durante el espectáculo).

Hola.
¿Cuánto más te lastimé, de lo que ya no hay recuerdo, pido disculpas en este poema impaciente?
¿La angustia que precede a cada palabra, cuánto más es verdadera que una lágrima?
¿El trazo romántico que rodea mi pensamiento se justifica por los sueños que aún no se han cumplido, ni deben?
Mi vergüenza se desmorona en el asfalto, arrastrada por tu mirada decepcionada.
No me mires, no juzgues mi modesto ser, ni mis palabras.
La frase que queda, la tristeza que nos castiga en silencio, amargando el sabor de la amistad que una vez nos hizo especiales e inconfundibles.
A veces pienso demasiado (antes de que el mundo descubra lo que pienso) en los vicios y peligros del próximo paso, si hablar o callar, sin saber nada de nada.
Soy castigado por la osadía de querer cautivar tu sonrisa, ¡mi maldita suerte...!
Pero tal vez no pienso en nada de esto, tal vez uso la tristeza como arma de mi arte, y el lápiz mi silencioso cómplice...
No sé pedir disculpas, no sé fingir miradas y bocas, ¡ni sé huir de casa!
Fuera de la poesía me confundo, tropiezo entre risas y toques indebidos.
(¿Cuánto más soporté la angustia hasta la última palabra?).

Escrita por: Aldo Luís, Rodrigo Resende