Migalhas
Quando amanheço
Sem pão e sem trabalho
Vendo no meu agasalho
Os remendos de outra cor
Nervosa
Sento na ponta da mesa
Quase a morrer de tristeza
A pensar no teu amor
Eu ao teu lado
Tive fartura e carinho
Cantei igual a um passarinho
Nos galhos do paraíso
Tive na vida um eterno sorriso
Infelizmente não quis
Para tornar-te um perdido
E eu uma infeliz
Às vezes
No auge da aflição
Lembro-me de tua casa
Não pra pedir-te perdão
Pois não é justo
Que eu queira ser perdoada
Sabendo ser a culpada
De toda a nossa questão
A solidão
Quase me leva à loucura
De ir procurar a fartura
Que eu deixei no teu lar
Mas a chorar
Vejo na minha tristeza
Que não mereço as migalhas
Que caem da tua mesa
Que não mereço as migalhas
Que caem da tua mesa
Que não mereço as migalhas
Que caem da tua mesa
Migajas
cuando amanezca
Sin pan y sin trabajo
Vendo mi suéter
Los parches de otro color
Nervioso
me siento al final de la mesa
Casi muriendo de tristeza
Pensando en tu amor
Yo a tu lado
tenia mucho y cariño
canté como un pájaro
En las ramas del paraíso
Tuve una sonrisa eterna en mi vida
Lamentablemente no quise
Para hacerte perder
y soy infeliz
A veces
En el colmo de la angustia
Recuerdo tu casa
Para no pedir tu perdon
Bueno, no es justo
que quiero ser perdonado
sabiendo que tengo la culpa
De toda nuestra pregunta
la soledad
Casi me vuelve loco
para ir a buscar mucho
que dejé en tu casa
pero llorando
veo en mi tristeza
Que no merezco las migajas
Que caen de tu mesa
Que no merezco las migajas
Que caen de tu mesa
Que no merezco las migajas
Que caen de tu mesa
Escrita por: Lupicínio Rodrigues / Felisberto Martins