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Onde o Tempo Descansa

Nubinelma Fernandes

Não tem relógio na parede
Nem barulho de motor
Minha pressa mora na rede
Balançando com o calor

Onde o tempo faz a curva
E resolve se deitar
A visão nunca fica turva
De tanto a gente olhar pro mar

Lá não tem asfalto quente
Nem gente querendo ser mais
O que é simples é semente
Que brota em jardins de paz

Moro onde o silêncio canta
E a Lua vem me visitar
Toda dor que a gente espanta
Vira estrela pra brilhar

Minha porta não tem tranca
Pois não há o que roubar
A alma que se levanta branca
Só quer aprender a amar

Lá não tem asfalto quente
Nem gente querendo ser mais
O que é simples é semente
Que brota em jardins de paz

Moro onde o silêncio canta
E a Lua vem me visitar
Toda dor que a gente espanta
Vira estrela pra brilhar

Minha porta não tem tranca
Pois não há o que roubar
A alma que se levanta branca
Só quer aprender a amar

Escrita por: Nubinelma Fernandes