Prejuízo
Vai ter que fazer a delicadeza de me desculpar
Mas o meu samba não adianta nem você tentar
Esse eu não dou, não vendo, não troco, não tá pra alugar
Meu samba é meu rebento, feito de contratempo
É meu mais rico alimento,
Fundamental pro meu sustento e eu não pretendo largar
Vai ter de fazer a delicadeza de me desculpar
Mas o meu samba não adianta nem você tentar
Esse eu não dou, não vendo, não troco, não tá pra alugar
Meu samba é meu rebento, feito no contrabando do tempo
É meu mais rico alimento,
Fundamental pro meu sustento e eu não pretendo largar
Só vendo mesmo
Se eu não tiver mais ao que apelar e aí vai oco, vai sem sentimento
Que esse elemento eu não consigo separar
Pra ser sincero é preciso que o peito saiba sambar
Que nele bata um coração que saiba levar
Mas esse eu não vendo, querendo vai ter que roubar
Prejuicio
Tendrás que tener la delicadeza de disculparme
Pero mi samba no sirve de nada que intentes
Este no lo doy, no lo vendo, no lo cambio, no está para alquilar
Mi samba es mi descendencia, hecha de contratiempos
Es mi alimento más rico,
Fundamental para mi sustento y no tengo intención de abandonarlo
Tendrás que tener la delicadeza de disculparme
Pero mi samba no sirve de nada que intentes
Este no lo doy, no lo vendo, no lo cambio, no está para alquilar
Mi samba es mi descendencia, hecha en el contrabando del tiempo
Es mi alimento más rico,
Fundamental para mi sustento y no tengo intención de abandonarlo
Solo lo vendo realmente
Si ya no tengo a dónde recurrir y entonces se va vacío, se va sin sentimiento
Porque este elemento no puedo separar
Para ser sincero, es necesario que el pecho sepa sambear
Que en él lata un corazón que sepa llevar
Pero este no lo vendo, si lo quieres tendrás que robarlo
Escrita por: Adalberto Rabelo Filho, Piero Damiani