Fome
Onde você vai? Aonde quer chegar?
O que vai ser quando morrer de tanto trabalhar?
Dia vira noite e luz é luxo meu irmão
É parcelada todo mês em outra prestação
De fome e horror
Queria viajar mas preferiu televisão
Tem novela pra jantar, nem lembra o gosto do feijão
O mundo é mesmo plano e nada muda de lugar
Se Deus te permitir você nem vai se aposentar
Que horror
Mas tem um sentido, um motivo pra viver
Igreja domingo, futeba pra se esquecer
Não lembra dos filhos, não quer mais pagar pensão
Montou o seu circo, o mundo é sua prisão
Não tem mais sentido, nem motivo pra viver
Não tem mais amigos nem casa pra se aquecer
Não vê mais os filhos, foi tudo uma ilusão
Vendeu o seu sonho, jogou tudo pelo chão
Aburrido
¿A dónde vas? ¿A dónde quieres llegar?
¿Qué será de ti cuando mueras de tanto trabajar?
El día se convierte en noche y la luz es un lujo, hermano
Se paga a plazos cada mes en otra cuota
De aburrimiento y horror
Quería viajar pero prefirió la televisión
Hay telenovelas para cenar, ni recuerda el sabor del frijol
El mundo es realmente plano y nada cambia de lugar
Si Dios te lo permite, ni siquiera te jubilarás
Qué horror
Pero hay un sentido, una razón para vivir
Iglesia los domingos, fútbol para olvidar
No recuerda a los hijos, ya no quiere pagar pensión
Montó su propio circo, el mundo es su prisión
Ya no tiene sentido, ni razón para vivir
Ya no tiene amigos ni un hogar para calentarse
Ya no ve a los hijos, todo fue una ilusión
Vendió su sueño, lo tiró todo por la borda
Escrita por: Carlos Fermentão