Semblante
Quando então se acorda
Pega aquele copo de café
Olha à sua volta
Põe-se o teu corpo logo em pé
Pedes que não saiba
Saiba o que vai acontecer
Ser o que lhe falta
Falta saber o que não pediu
Entra em sua pauta
Alta é sua vontade de sair
Sai por essa porta
Porta tudo aquilo que pedi
Pé de quem não sabe
Vendo o teu corpo ao se esconder
De tudo que é verdade
Deixa sua verdade aparecer
E se eu for
Pra quem diz
O que diz
Sobre ser
E se eu for
Pra quem diz
O que diz
Sereno eu não sei
Muda sua rota
Anda por onde nunca passou
Sou o que se nota
Nota o que já se esgotou
Outra breve vinda
Vida breve outra a se compôr
Pôr do Sol em quadro
Laços enquadrados sem pudor
E se eu for
Pra quem diz
O que diz
Sobre ser
E se eu for
Pra quem diz
O que diz
Sereno eu não sei
Apariencia
Cuando entonces despiertas
Coges esa taza de café
Miras a tu alrededor
Tu cuerpo se pone de pie
Pides que no sepa
Sepa lo que va a suceder
Ser lo que le falta
Falta saber lo que no pidió
Entra en tu partitura
Alta es tu voluntad de salir
Sales por esa puerta
Llevas todo lo que pedí
Pie de quien no sabe
Viendo tu cuerpo al esconderse
De todo lo que es verdad
Deja que su verdad aparezca
Y si voy
Para quien dice
Lo que dice
Sobre ser
Y si voy
Para quien dice
Lo que dice
Sereno no sé
Cambia tu ruta
Caminas por donde nunca pasaste
Soy lo que se nota
Nota lo que ya se agotó
Otro breve regreso
Vida breve otra por componer
Atardecer en cuadro
Lazos enmarcados sin pudor
Y si voy
Para quien dice
Lo que dice
Sobre ser
Y si voy
Para quien dice
Lo que dice
Sereno no sé
Escrita por: Álvaro Bernardes / Rodrigo Nunes / Joaquim Oliveira(Bateria)