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Nostalgia Campestre

Odair José

Saudade Brejeira

Que saudade do meu alazão
Do berrante imitando trovão
A boiada debaixo do Sol
Nos caminhos gerais do sertão

Das estrelas na noite luar
Cadê lobo na mata azul
Do amor com pequi, do ingá
Dos amigos de fé da minha terra

Minha terra de ribeirão das caldas
De olho d'água magia e procissão
De congeladas do meu chapéu de palha
Desse amor natural do coração

Quando mãe traz notícias de lá
A vontade é voltar pra ficar
Me abençoa o céu de acauã
De ripina pinha no pé de guerra

Minha serra de ouro e dor dourada
Quanta tristeza nas tardes do sertão
Que a noite transforma em serenata
Cantoria que afasta e solidão

O meu peito goiano é assim
De saudade brejeira sem fim
Quando gosta ele diz que trem bão
Quando canta a viola é paixão

Minha terra de ribeirão das caldas
De olho d'água magia e procissão
De congeladas do meu chapéu de palha
Desse amor natural do coração

Nostalgia Campestre

Qué nostalgia de mi corcel
Del cuerno imitando trueno
El ganado bajo el Sol
En los caminos generales del sertón

De las estrellas en la noche de luna
Dónde está el lobo en el bosque azul
Del amor con pequi, del ingá
De los amigos de fe de mi tierra

Mi tierra de ribeirão das caldas
De ojo de agua magia y procesión
De congeladas de mi sombrero de paja
De este amor natural del corazón

Cuando mamá trae noticias de allá
La voluntad es volver para quedarse
Me bendice el cielo de acauã
De ripina pinha en pie de guerra

Mi sierra de oro y dolor dorado
Cuánta tristeza en las tardes del sertón
Que la noche transforma en serenata
Canturreo que aleja la soledad

Mi pecho goiano es así
De nostalgia campestre sin fin
Cuando le gusta él dice que tremendo bueno
Cuando canta la viola es pasión

Mi tierra de ribeirão das caldas
De ojo de agua magia y procesión
De congeladas de mi sombrero de paja
De este amor natural del corazón

Escrita por: José Eduardo Moraes / Nasf Chaul