Versos de Dor
Tranquilo e sereno, mais uma vez eu estou só
Escrevendo problemas que eu já sei de cor
Dissimulando cada verso em pura anestesia
Expelindo cada dor, para viver por mais um dia
Velas acompanham-me na escuridão
Em trevas, faço brinde a minha solidão
Versos de dor
Contemplam o horror
Doce catástrofe
A frenética poesia, liberta-me de todo medo
Me induz ao necrófago ciclo de que há sempre um recomeço
Os segmentos do tempo ficam imóveis a todo desejo
Nada ocupa a minha mente, apenas o vazio enquanto escrevo
Velas acompanham-me na escuridão
Em trevas, faço brinde a minha solidão
Versos de dor
Contemplam o horror
Doce catástrofe
Versos de Dolor
Tranquilo y sereno, una vez más estoy solo
Escribiendo problemas que ya conozco de memoria
Disfrazando cada verso en pura anestesia
Expulsando cada dolor, para vivir un día más
Velas me acompañan en la oscuridad
En tinieblas, brindo a mi soledad
Versos de dolor
Contemplan el horror
Dulce catástrofe
La frenética poesía, me libera de todo miedo
Me lleva al ciclo necrófago de que siempre hay un nuevo comienzo
Los segmentos del tiempo permanecen inmóviles ante todo deseo
Nada llena mi mente, solo el vacío mientras escribo
Velas me acompañan en la oscuridad
En tinieblas, brindo a mi soledad
Versos de dolor
Contemplan el horror
Dulce catástrofe
Escrita por: Mad Ferreira / Tiago Monteiro