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Luis

Oliberato

Luis

Eu nem lembrei de acordar
E hoje já é terça
Se o relógio decidir não tocar
Levantar talvez eu nem mereça
E em pensar que já fui filho de alguém
Que toda mãe no mundo já foi minha
E aprendi a jogar bola com meu pai também
Mas pro meu pirão, falta farinha
Pra empinar minha pipa falta linha
Meu tempero arde o seu olhar
Minha pimenta invade o seu bem estar
Sou luís sem rosto, mas podia ser damião
Sou espírita, católico, episcopal
Sou canhoto, sem nome, sou homem, sou são
A alma dos seus trocados, sua repartição
Eu só tou tentando ser tudo aquilo que eu não pude ainda
Ver o sol brilhar pra mim
Sou luís sem rosto, mas podia ser damião
Sou espírita, católico, episcopal
Sou canhoto, sem nome, sou homem, sou são
A alma dos seus trocados, sua repartição
Sem rosto, podia ser qualquer um
Sou bandido, polícia, sou imortal
Um garoto sem dono ou mais um homem normal
A vaidade do seu natal

Luis

Ni siquiera recordé despertar
Y hoy ya es martes
Si el reloj decide no sonar
Levantarme quizás ni lo merezca
Y pensar que fui hijo de alguien
Que toda madre en el mundo fue alguna vez mía
Y aprendí a jugar fútbol con mi padre también
Pero para mi sopa, falta la harina
Para elevar mi cometa falta la cuerda
Mi sazón quema tu mirada
Mi pimienta invade tu bienestar
Soy Luis sin rostro, pero podría ser Damián
Soy espiritista, católico, episcopal
Soy zurdo, sin nombre, soy hombre, soy cuerdo
El alma de tus monedas, tu repartición
Solo estoy intentando ser todo aquello que aún no pude ser
Ver el sol brillar para mí
Soy Luis sin rostro, pero podría ser Damián
Soy espiritista, católico, episcopal
Soy zurdo, sin nombre, soy hombre, soy cuerdo
El alma de tus monedas, tu repartición
Sin rostro, podría ser cualquiera
Soy bandido, policía, soy inmortal
Un chico sin dueño o simplemente otro hombre normal
La vanidad de tu navidad

Escrita por: Sérgio Dall’Orto, Oliberato, João Pedro Mansur