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Rosa Óxido

Onagra Claudique

Rosa Ferrugem

Espero que aceito o espresso fresco
Corante que entorna escuro
Passado com esmero
Amaro

Só pra manter esse teor
De um paladar que destoa

Como me tortura má
Essa ternura
Pá de cal

Um gosto penso
Escoa ao seu lado oposto

O meu desprazer
Tem que equivaler a esse sabor
De doce basta a vida

No decorrer dos meses
Em que passo na espreita
Enquanto você se vai
Eu tento me portar bem
Me conformar

Um tom vermelho aferroado
Tempero sal amargo

Como me tortura má
Essa ternura pá de cal
Que cultivas em torno de si

Um gosto penso
Escoa ao seu lado oposto

Rosa ferrugem
Água de quinino
Temperamentos
Qualquer coisa me arrasta
Às agruras das minhas raízes
Do bíter de angostura
À temperatura
Gim zimbro seco
Amar gor

Rosa Óxido

Espero que aceptes el café fresco
Colorante que se derrama oscuro
Pasado con esmero
Amargo

Solo para mantener este contenido
De un sabor que desentona

Cómo me tortura maldita
Esta ternura
Pala de cal

Un sabor que pienso
Se escurre hacia tu lado opuesto

Mi desagrado
Debe igualar a este sabor
De dulce basta la vida

En el transcurso de los meses
Que paso acechando
Mientras te alejas
Intento comportarme bien
Conformarme

Un tono rojo herrumbroso
Sabor a sal amarga

Cómo me tortura maldita
Esta ternura pala de cal
Que cultivas a tu alrededor

Un sabor que pienso
Se escurre hacia tu lado opuesto

Rosa óxido
Agua tónica
Temperamentos
Algo me arrastra
A las penas de mis raíces
Del amargo de angostura
A la temperatura
Ginebra seca de enebro
Amargo

Escrita por: Roger Valença