395px

Delirios y lágrimas

Operação 81

Delírios e lágrimas

Quando pensas delirar
E percebes-te são...
Quando pensas-te só,
Num manicômio repleto,
Anda em voltas e
Retrai tuas vísceras
De tantos dopantes
Pra parar de pensar.
Rasga teu olho,
Sela tua boca,
Entorpece teus ouvidos,
Pra não se ferir
Pra não se ferir
Quando o zumbido penetrar,
violentando tuas têmporas
E o êxtase da dor plena
Amortecer tua visão
E assim, dominado, pereceres
As mentiras dos convictos
Guardando a insanidade dos cidadãos
A ameaça dos espontâneos
E suas verdades solitárias
Por que não sabem mentir
Por que não sabem mentir
Quanto teu corpo ceder
Aos jatos de lágrimas
Ásperas, gélidas, doídas,
O cheiro do sangue pincela
O gosto da água ardida
Que invade teus pulmões
E afoga teu só você
De tanto, tanto chorar.
Ajoelha e implora
A quem te amola
Que permita o suicídio
E não mais te ferir
E não mais te ferir

Delirios y lágrimas

Cuando piensas delirar
Y te das cuenta de que estás cuerdo...
Cuando pensaste que estabas solo,
En un manicomio lleno,
Dando vueltas y
Retrayendo tus entrañas
De tantos dopantes
Para dejar de pensar.
Rasga tu ojo,
Sella tu boca,
Entorpece tus oídos,
Para no lastimarte
Para no lastimarte
Cuando el zumbido penetre,
Violentando tus sienes
Y el éxtasis del dolor pleno
Adormezca tu visión
Y así, dominado, perezcas
Las mentiras de los convictos
Guardando la locura de los ciudadanos
La amenaza de los espontáneos
Y sus verdades solitarias
Porque no saben mentir
Porque no saben mentir
Cuando tu cuerpo ceda
A los chorros de lágrimas
Ásperas, gélidas, dolorosas,
El olor de la sangre pinta
El sabor del agua ardiente
Que invade tus pulmones
Y ahoga tu único tú
De tanto, tanto llorar.
Arrodíllate e implora
A quien te fastidia
Que permita el suicidio
Y no te lastime más
Y no te lastime más