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Serenata

Orestes Barbosa

Serenata

Dorme fecha esse olhar entardescente
Não me escutes nostálgico a cantar
Pois não sei se feliz ou infelizmente
Não me é dado beijando te acordar

Dorme deixa os meus cantos delirantes
Dorme que eu olho o céu a contemplar
A lua que procura diamantes
Para o teu lindo sono ornamentar

Na serpente de seda dos teus braços
Alguém dorme ditoso sem saber
Que eu vivo a padecer
E o meu coração feito em pedaços
Vai sorrindo ao teu amor
Mascarado desta dor

No teu quarto de sonho e de perfume
Onde vive a sorrir teu coração
Que é teatro da ilusão
Dorme junto a seus pés o meu ciúme
Enjeitado e faminto
Como um cão

Dorme deixa os meus cantos delirantes
Dorme que eu olho o céu a contemplar
A lua que procura diamantes
Para o teu lindo sono ornamentar

Serenata

Duerme, cierra esa mirada crepuscular
No me escuches cantar nostálgicamente
Pues no sé si feliz o desafortunadamente
No puedo despertarte con un beso

Duerme, deja mis cantos delirantes
Duerme mientras contemplo el cielo
La luna que busca diamantes
Para adornar tu hermoso sueño

En la serpiente de seda de tus brazos
Alguien duerme feliz sin saber
Que yo vivo sufriendo
Y mi corazón hecho pedazos
Sonríe a tu amor
Disfrazado de este dolor

En tu habitación de sueños y perfume
Donde vive sonriendo tu corazón
Que es el teatro de la ilusión
Duerme junto a sus pies mi celos
Abandonado y hambriento
Como un perro

Duerme, deja mis cantos delirantes
Duerme mientras contemplo el cielo
La luna que busca diamantes
Para adornar tu hermoso sueño

Escrita por: Orestes Barbosa / Silvio Caldas