Jamais Serei Pop
Me risca do teu projeto, esquece meu endereço
Vai ver se eu tô lá na esquina, tô fora do teu enredo
Faz de conta que morri, que fali, que eu fechei mais cedo
Dispenso louros e palmas, cadeira na academia
Rejeito tua medalha, menção em coluna tua
E xô tapinha nas costas! Não serei nome de rua
Pega o teu plano de voo e lança no precipício
Enquanto eu espremo e coo, o suco do osso do ofício
Sei que jamais serei pop, serei deprê, terei TOC, jamais, jamais
Desvia do meu trajeto, teus préstimos? Não careço
Parece que nem me conhece, tenho alergia a folguedo
Passo bem sem tua estima, louvo a Deus por meu degredo
Me risca do teu projeto, esquece meu endereço
Vai ver se eu tô lá na esquina, tô fora do teu enredo
Faz de conta que morri, que fali, que eu fechei mais cedo
Pega o teu plano de voo e lança no precipício
Enquanto eu espremo e coo, o suco do osso do ofício
Sei que jamais serei pop, serei deprê, terei TOC, jamais, jamais
Nunca Seré Popular
Me borro de tu proyecto, olvida mi dirección
Ve a ver si estoy en la esquina, estoy fuera de tu trama
Haz como si hubiera muerto, quebrado, que cerré más temprano
Rechazo elogios y aplausos, silla en el gimnasio
Rechazo tu medalla, mención en tu columna
¡Y fuera palmaditas en la espalda! No seré nombre de calle
Toma tu plan de vuelo y tíralo al precipicio
Mientras exprimo y cuelo, el jugo del hueso del oficio
Sé que nunca seré popular, estaré deprimido, tendré TOC, nunca, nunca
Desvíate de mi camino, ¿tus favores? No los necesito
Parece que ni siquiera me conoces, tengo alergia a la diversión
Estoy bien sin tu estima, alabo a Dios por mi exilio
Me borro de tu proyecto, olvida mi dirección
Ve a ver si estoy en la esquina, estoy fuera de tu trama
Haz como si hubiera muerto, quebrado, que cerré más temprano
Toma tu plan de vuelo y tíralo al precipicio
Mientras exprimo y cuelo, el jugo del hueso del oficio
Sé que nunca seré popular, estaré deprimido, tendré TOC, nunca, nunca
Escrita por: Orestes Dornelles / Raul Boeira