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Poesía Mortal

ORGANOCLORADOS

Poesia Mortal

Dromedários cuidam do tempo como vigias
As noites se repetem e soldados maníacos
Sequestram crianças em berçários
Dromedários mastigam horas

O barulho é insuportável
Enfermeiras não chegam a tempo
Poesia mortal no seu perfume mortal
Poesia mortal no seu perfume mortal

Sementes do mal
Relógios sem ponteiros
Pensamentos hostis
Libertinas da comunhão
Garagens de vícios

Ninfas da ceia
Facas no cio
Cães sem dono
Piratas de leite

Livros queimados
Heróis da mentira
Reis do vazio
Médicos insanos

Esgotos abertos
Padres do terror
Cientistas cobaias
Porcos cor-de-rosa

Órfãos do caos
Gritos do mato
Pistoleiros sentimentais
Desejos maníacos

Pátria em desordem
Um mar de corpos
Saudade da razão

Para as bobageiras sem fim
Dizem amém
Às bobageiras sem fim
Respondem amém
Às bobageiras sem fim
Amém

Sociedade hipócrita!

Poesía Mortal

Dromedarios cuidan del tiempo como vigilantes
Las noches se repiten y soldados maníacos
Secuestran niños en guarderías
Dromedarios mastican horas

El ruido es insoportable
Las enfermeras no llegan a tiempo
Poesía mortal en su perfume mortal
Poesía mortal en su perfume mortal

Semillas del mal
Relojes sin manecillas
Pensamientos hostiles
Libertinas de la comunión
Garajes de vicios

Ninfas de la cena
Cuchillos en celo
Perros sin dueño
Piratas de leche

Libros quemados
Héroes de la mentira
Reyes del vacío
Médicos insanos

Cloacas abiertas
Sacerdotes del terror
Científicos cobayas
Cerdos rosados

Huérfanos del caos
Gritos del monte
Pistoleros sentimentales
Deseos maníacos

Patria en desorden
Un mar de cuerpos
Nostalgia de la razón

Para las tonterías sin fin
Dicen amén
A las tonterías sin fin
Responden amén
A las tonterías sin fin
Amén

¡Sociedad hipócrita!

Escrita por: Artur W / Joir Rocha / Paulo Coqueiro