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Número Uno

Orlando Silva

Número Um

Passaste hoje ao meu lado
Vaidosa, de braço dado
Com outro que te encontrou

E eu relembrei comovido
Um velho amor esquecido
Que o meu destino arruinou

Chegaste na minha vida
Cansada, desiludida
Triste, mendiga de amor

E eu, pobre com sacrifício
Fiz um céu do teu suplício
Pus risos na tua dor

Mostrei-te um novo caminho
Onde com muito carinho
Levei-te numa ilusão

Tudo, porém, foi inútil
Eras no fundo uma fútil
E foste de mão em mão

Satisfaz tua vaidade
Muda de dono à vontade
Que isto em mulher é comum

Não guardo frios rancores
Pois entre os teus mil amores
Eu sou o número
Eu sou o número um!

Número Uno

Pasaste hoy a mi lado
Vanidosa, de brazo entrelazado
Con otro que te encontró

Y yo recordé conmovido
Un viejo amor olvidado
Que arruinó mi destino

Llegaste a mi vida
Cansada, desilusionada
Triste, mendiga de amor

Y yo, pobre con sacrificio
Hice un cielo de tu sufrimiento
Puse risas en tu dolor

Te mostré un nuevo camino
Donde con mucho cariño
Te llevé en una ilusión

Todo, sin embargo, fue inútil
Eras en el fondo una fútil
Y fuiste de mano en mano

Satisface tu vanidad
Cambia de dueño a voluntad
Que esto en mujeres es común

No guardo fríos rencores
Pues entre tus mil amores
Yo soy el número
¡Yo soy el número uno!

Escrita por: Mario Lago, Benedito Lacerda