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Vidrio Vacío

Orlando Silva

Vidro Vazio

Mariposa, do luxo da cidade
Foste queimar as tuas asas por aí
Eu vivo no horror desta saudade
Lembrando os beijos longos que perdi de ti

Um sorriso, uma frase, uma esperança
E o barulho urbanista de um motor
Mentiu o teu olhar de Corça mansa
Que era fingido como teu amor

Recordo os dedos longos que ostentava
Em cada ponta um espelhinho oval
Dedos que osculei louco sentindo
Em cada um fio teu punhal

E abrindo agora o vidro de perfume
Que meus sentidos, tanto inebriou
Sinto o aroma teimoso do ciúme
E tu és o perfume intenso que acabou

Vidrio Vacío

Mariposa, del lujo de la ciudad
Viniste a quemar tus alas por ahí
Vivo en el horror de esta añoranza
Recordando los largos besos que perdí contigo

Una sonrisa, una frase, una esperanza
Y el ruido urbanista de un motor
Tu mirada de cierva mansa mintió
Fingida como tu amor

Recuerdo los largos dedos que lucías
En cada extremo un espejito ovalado
Dedos que besé loco sintiendo
En cada uno tu puñal

Y al abrir ahora el frasco de perfume
Que tanto embriagó mis sentidos
Siento el aroma terco de los celos
Y tú eres el intenso perfume que se acabó

Escrita por: Orestes Barbosa / Romualdo Peixoto "Nonô"