Campesino, da costa da serra
Rio das Contas, de minha infância
Tempo bom que não volta jamais
Que vivi quando era criança
Campesino, uma vez fui monarca
Lá da várzea que hoje é saudade
Mais eu guardo você na lembrança
Com orgulho, aqui na cidade
Campesino, menino educado
Acanhado, porém de respeito
Meio índio, italiano, espanhol
Sempre trago o Rio Grande no peito
Campesino, hoje fora do pago
Vive a vida que a vida lhe ensina
Com o carvão, ouro negro do sul
Da querida Santa Catarina
Nos domingos, a missa na igreja
Reunia os fiéis a rezar
Não faltava o bom futebol
Dos garotos dali do lugar
Campesino, a saudade bateu
E este guapo, um dia, vai voltar
E rever os amigos da infância
Do torrão que um dia foi seu lar
Escrita por: Enio A. S. Cordova, Jose Nerison Pedro "Piá"