Boyzin Batoré
Tô Ligando pra você,
Daqui do orelhão,
pra pedir para o Senhor,
que me dê uma operação,
''Em quem é que você quér'',
é no boyzin batoré,
da ventola e do buchão.
Minha Boca é desse jeito,
não escondo de ninguém,
torta pro lado do peito,
Igual á ela aqui não tem,
da minha venta sai fumaça,
é igual uma barcaça,
por isso num namoro com ninguém.
Quando eu ando pelas ruas,
o povo chama o ibama,
chama eu de uma tininha,
tenho cara de lhama,
ninguem quer ser meu amigo,
chamam eu de periquito,
chega eu fico com vergonha.
Eu pergunto sempre a Deus,
por que minha venta veio assim,
minha boca chega é torta,
tenho cara de quati,
eu não sei o que Deus qué,
qué que eu seja um jacaré,
eu assim encerro a música,
obrigado pela ajuda,
dos enfermeros do I.P.E.E.R.N.C.D.A (Instituto de Pessoas Especializadas Em Reconhecer Novas Raças De Animais)
Boyzin Batoré
Te estoy llamando,
desde la cabina telefónica,
para pedirle al Señor,
que me haga una operación,
''¿A quién estás buscando?'',
es al chico Batoré,
de la hélice y la panza.
Mi boca es así,
o lo oculto a nadie,
se tuerce hacia el lado del pecho,
no hay otra como ella aquí,
de mi nariz sale humo,
como un barco,
por eso no salgo con nadie.
Cuando camino por las calles,
la gente llama al ibama,
me llaman de todo,
parezco una llama,
nadie quiere ser mi amigo,
me llaman periquito,
me da vergüenza.
Siempre le pregunto a Dios,
por qué mi nariz es así,
mi boca está torcida,
parezco un coati,
no sé qué quiere Dios,
quiere que sea un caimán,
así termino la canción,
agradecido por la ayuda,
de los enfermeros del I.P.E.E.R.N.C.D.A (Instituto de Personas Especializadas En Reconocer Nuevas Razas De Animales)