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Pequeño cobarde

Os 3 do Nordeste

Mariazinha

A minha casa lá no pé da serra
Toda caiada cheia de fulô
Eu sou um pobre que trabalha a terra
Eu não tenho terra sou agricultor
De tardezinha que o trabalho encerra
Eu vou pra casa, pois cansado eu tô
Mariazinha cheirosinha e bela
Faz o jantar regado a luz de vela
Apaga a vela e vem pra onde eu tô
De tardezinha que o trabalho encerra
Eu vou pra casa, pois cansado eu tô
Chega de noite nós dois adormece
Enquanto isso a barriginha cresce
Vem por aí mais um agricultor

Em pouco tempo o nordestino morre
A seca enorme me desanimou
Com sede e fome meus bichinho foge
Ninguém socorre esse sofredor

Me arrume os troços pra nós ir se embora
Maria chora de saudade e dor
Adeus terrinha vou morar na rua
Fazendo verso contemplando a lua
Aposentado como agricultor

De tardezinha vendo o sol se pondo
Ah eu me escondo vou beber eu vô
Não sei porque Mariazinha chora
Se ta com saudade quer que vá embora
Morrer de fome más fazendo amor.

Pequeño cobarde

Mi casa al pie de la montaña
Todo encalado lleno de hollín
Soy un pobre hombre que trabaja la tierra
No tengo tierra, soy granjero
Por la tarde se cierra el trabajo
Me voy a casa, porque estoy cansado
Pequeña María olorosa y hermosa
Hacer la cena regada a la luz de las velas
Apaga la vela y ven a donde estoy
Por la tarde se cierra el trabajo
Me voy a casa, porque estoy cansado
Suficiente por la noche nos dormimos
Mientras tanto, el vientre crece
Viene otro granjero

En poco tiempo el noreste muere
La enorme sequía me desanimó
Sediento y hambriento mi mascota huye
Nadie ayudará a este sufriente

Tráeme las cosas para que podamos irnos
María llora de anhelo y dolor
Adiós, pequeña tierra, viviré en la calle
Haciendo verso mirando a la luna
Retirado como agricultor

Por la noche viendo cómo se pone el sol
Oh, me escondo. Beberé
No sé por qué la Pequeña María llora
Si me echas de menos, quieres que me vaya
Morir de hambre haciendo el amor

Escrita por: João Bosco, Parafuso