Quantos aqui ouvem, os olhos eram de fé
Quantos elementos amam aquela mulher
Quantos homens eram inverno, outros, verão
Outonos caindo secos no solo da minha mão
Gemeram entre cabeças, a ponta do esporão
A folha do não-me-toque, o medo da solidão
Veneno meu companheiro, desata no cantador
E desemboca no primeiro açude do meu amor
É quando o tempo sacode a cabeleira
A trança toda vermelha
Um olho cego vagueia procurando por um
É quando o tempo sacode a cabeleira
A trança toda vermelha
Um olho cego vagueia procurando por um, iê-iê-iê-iê, vai!
Quantos aqui ouvem, os olhos eram de fé, de fé!
Quantos elementos amam aquela mulher, ié-ié-ié-ié
Quantos homens eram inverno, outros, verão
Quando a estrela brilhar na cabeleira
E o galope acordar na beira-mar
Bem-ti-vi e a canção da goiabeira
Brisa Lua no mato pra cheirar
No cometa do forrobodó baiano
Ou nas cores da cauda do pavão
Zanzibar, tuaregues e batucas
Andaluzas de Gandhi coração
Tenha fé no azul que tá no frevo
Que azul é a cor da alegria
No cavalo mambembe sem relevo
No galope de Olinda pra Bahia, uoh
Tenha fé no azul que tá no frevo
Que azul é a cor da alegria
No cavalo mambembe sem relevo
No galope de Olinda pra Bahia, uoh
Quando a estrela brilhar na cabeleira
E o galope acordar na beira-mar
Bem-ti-vi e a canção da goiabeira
Brisa Lua no mato pra cheirar
No cometa do forrobodó baiano
Ou nas cores da cauda do pavão
Zanzibar, tuaregues e batucas