Bote a chaleira no gancho
E bata bem o tição
Puxe o cepo companheiro
Vou cevar um chimarrão
Quero te contar um pouco
Do que aconteceu comigo
Não sei o que fiz de errado
Pra ter tamanho castigo
A prendinha que eu amava
Num cambicho se mandou
A saudade companheira
Foi só o que me restou
Partiu sem me dizer nada
Me deixou no abandono
E os carinhos que eram meus
Agora tem outro dono
Não te entregues companheiro
Que a esperança não tá morta
Quem sabe se um dia desses
Ela bata em sua porta
Não quero mais teu amor
Só por tu der caborteira
Nem que eu tenha que viver
De saudade a vida inteira