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Bonachón

Os Mirins

Bonachão

Não sou metido a valente, mas também não sou medroso
Se me pisarem no pala, fico meio perigoso
O meu facão rio-grandense não atura ladainha
Fica ruim como cobre, pior do que praga de madrinha.
Quando solto da bainha....

Não sou de contar vantagem, mas eu nunca faço feio
Não encontro concorrente quando entro num rodeio
Numa cravada de osso nunca saí perdedor
Tiro e parada de truco eu jogo qualquer valor
Que sempre tem uma flor....

Eu sei que não sou bonito, mas sou bem abençoado
Trato sempre com carinho quem for comigo educado
Pra mulher eu me derreto, pois no amor não se debocha
Com o carinho de china qualquer valente se afrouxa
Pra barbado eu viro rocha.

Bonachón

No pretendo ser valiente, pero tampoco soy miedoso
Si me pisotean, me pongo un poco peligroso
Mi cuchillo riograndense no aguanta chismes
Se pone malo como el cobre, peor que una maldición de madrina
Cuando lo saco de la vaina...

No presumo, pero nunca hago el ridículo
No encuentro rival cuando entro a un rodeo
En una partida de hueso nunca salgo perdedor
En el truco apuesto cualquier cantidad
Siempre hay una flor...

Sé que no soy guapo, pero estoy bien bendecido
Siempre trato con cariño a quienes son educados conmigo
Me derrito por una mujer, en el amor no se juega
Con el cariño de una china, cualquier valiente se ablanda
Para los barbudos me vuelvo roca.

Escrita por: Francisco Castilho, Jorge Fagundes