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En São Paulo, muero y vivo por ti

Os Tropicanalistas

Em São Paulo, morro e vivo por você

Em São Paulo, morro e vivo por você



Na beira do Tietê, na margem do rio
Fiz uma fogueira pra me esquentar do frio
Minha cabeça voa, gira o meu juízo
É que a cada instante eu sou poluído

Por fumaça de cigarro, usina e combustão
Que sai de escape de carro e de caminhão
Envolvido pelo ar estou sufocado
Por mais que eu lute mais sou dominado


Em São Paulo, em São Paulo
Morro e vivo por você


Beirando a Praça da Sé, em meio à multidão
É tanta gente estranha, tanta solidão
Muitos passos apressados de um cidadão
São muitos pés calejados de pisar no chão

Cada qual com sua tristeza, sua alegria
Com a sua pacatez, sua rebeldia
Tantos olhares atentos, rostos espelhados
São tantos trabalhadores e desempregados


Na Paulista da pra ver o topo da montanha
Os selvagens embrenhados nessa selva urbana
Primatas embriagados pelo consumismo
E pela selvageria do capitalismo

Montado em feras de aço mastigam a vida
Galopam sobre o dinheiro nessa avenida
Sou um robô programado para ser um escravo
O meu cérebro memória já ficou pirado

En São Paulo, muero y vivo por ti

En São Paulo, muero y vivo por ti

En la orilla del Tietê, en la margen del río
Hice una fogata para calentarme del frío
Mi mente vuela, mi juicio se nubla
Es que en cada instante soy contaminado

Por el humo del cigarrillo, la usina y la combustión
Que sale del escape de carro y camión
Envuelto por el aire, estoy sofocado
Por más que luche, más soy dominado

En São Paulo, en São Paulo
Muero y vivo por ti

Al borde de la Plaza de la Sé, en medio de la multitud
Hay tanta gente extraña, tanta soledad
Muchos pasos apresurados de un ciudadano
Son muchos pies callosos que pisan el suelo

Cada uno con su tristeza, su alegría
Con su tranquilidad, su rebeldía
Tantas miradas atentas, rostros reflejados
Son tantos trabajadores y desempleados

En la Paulista se puede ver la cima de la montaña
Los salvajes perdidos en esta jungla urbana
Primates embriagados por el consumismo
Y por la brutalidad del capitalismo

Montados en bestias de acero devoran la vida
Galopan sobre el dinero en esta avenida
Soy un robot programado para ser un esclavo
Mi cerebro ya enloqueció de tanto recordar

Escrita por: Joelson