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No hay remedio

Os Trovadores do Campo

Tem Jeito Não

Amigo veio, do jeito que a coisa vai
Qualquer dia a casa cai, não dá mais pra segurar!
A 'dona encrenca' quer me fazer de capacho
Gosta de me ver por baixo, lá em casa quer mandar...
Eu faço tudo pra ele mas não tem jeito,
Em tudo ela vê defeito, já to por aqui com ela!
Viu na novela um galã fresco e metido
Disse aquilo é que é marido, não esse bagulho dela!

Tem jeito não, tem jeito não...
Tenho de criar vergonha porque assim tem jeito não;
Tem jeito não, tem jeito não...
Qualquer dia eu me aperreio e troco a dona da pensão!

Trouxe a mãe dela pra morar na nossa casa,
A véia já criou asa, não tem jeito de cortar.
A jararaca só me olha atravessado,
Me segue pra todo lado procurando o que falar!
Com ela em casa minha despesa é dobrada,
Come muito e não faz nada, já to por aqui com ela!
Me azucrina e eu não posso reclamar
Que ela corre buzinar na orelha da filha dela!

Tem jeito não, tem jeito não...

Fim de semana, meu cunhado vem chegando
E da casa se apossando, já to por aqui com ele!
No meu sofá ele dorme a tarde inteira,
Esvazia a geladeira, eu não sei qual é a dele.
Hora da janta já senta o trazeiro gordo
Com ele não tem acordo, come mais que um elefante,
Usa meu carro, meu terno, sapato e meia,
Se eu queixo a mulher bronqueia
Diz que eu sou muito implicante.

No hay remedio

Un amigo vino, con la forma en que van las cosas
Un día la casa se vendrá abajo, ¡no puedo contenerlo más!
La 'dona problema' quiere que sea su felpudo
Le gusta verme abajo, en casa quiere mandar...
Hago todo por él pero no hay remedio,
En todo ve defectos, ¡ya estoy harto de ella!
Vio en la novela a un galán fresco y engreído
Dijo que eso es un marido, ¡no este rollo de ella!

No hay remedio, no hay remedio...
Tengo que avergonzarme porque así no hay remedio;
No hay remedio, no hay remedio...
Un día me desespero y cambio a la dueña de la pensión!

Trajo a su madre a vivir en nuestra casa,
La vieja ya tomó vuelo, no hay manera de cortar.
La víbora solo me mira de reojo,
Me sigue a todas partes buscando qué decir!
Con ella en casa mis gastos se duplican,
Come mucho y no hace nada, ¡ya estoy harto de ella!
Me fastidia y no puedo quejarme
Que ella corre a regañar a la oreja de su hija!

No hay remedio, no hay remedio...

Fin de semana, mi cuñado viene llegando
Y se apodera de la casa, ¡ya estoy harto de él!
En mi sofá duerme toda la tarde,
Vacía la nevera, no sé cuál es su rol.
A la hora de la cena se sienta su trasero gordo
Con él no hay acuerdo, come más que un elefante,
Usa mi carro, mi traje, zapatos y medias,
Si me quejo la mujer regaña
Dice que soy muy quisquilloso.

Escrita por: Pedro Ornellas